Vendas no varejo crescem 3 meses seguidos em 2017

Dados do IBGE mostram que inflação controlada e FGTS impulsionaram o setor

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Inflação em baixa e liberação das contas inativas do FGTS. Esses foram os fatores responsáveis pelo crescimento nas vendas do varejo em 2017. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor teve índices positivos em três meses seguidos, apesar da crise financeira que ainda reflete no comportamento do consumidor.

 

O levantamento feito pelo IBGE aponta que “a alta das vendas no varejo em todo o país, no mês de junho, foi de 1,2% em relação ao mês de maio. Além desse resultado positivo, esse é o terceiro mês seguido que esses dados se mantêm em crescimento, o que mostra a recuperação econômica do país”, de acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (9/nov) no portal da revista Exame. Os números de junho só foram divulgados na presente data.

 

A pesquisa mostra que esse crescimento não ocorreu por acaso. A inflação controlada em 2017 e a injeção de mais de R$ 40 bilhões na economia por meio das contas inativas do FGTS impulsionaram o setor.

 

“Além do crescimento das vendas de varejo convencionais, houve um aumento ainda maior no varejo ampliado, que também abrange os ramos de veículos, peças e materiais de construção. Ao levar esses produtos em conta, as vendas em junho de 2017 cresceram 4,4%, um recorde desde o ano de 2012, em que o aumento foi de 12,5%”, revela a reportagem da Exame.

 

Para a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberlândia, os índices, embora ainda muito tímidos, já representam uma retomada no crescimento. A crise financeira, estabelecida no país desde 2014, foi a responsável por um prejuízo crescente e cada vez mais representativo na economia por muitos meses consecutivos. E agora o cenário começa a apresentar leve mudança.

 

Mesmo assim ainda é muito pouco. O varejo precisa se fortalecer ainda mais, com políticas públicas de incentivo ao consumo e que traga menos ônus aos empresários. Hoje a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo e os tributos prejudicam de forma significativa a classe empresarial, geradora de empregos e responsável por manter a máquina pública funcionando.

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